A importância do voto eleitoral
O voto é uma forma de demonstrar opinião, vontade ou preferência por algo que está sendo colocado em votação. Por meio dele, expressamos nossa vontade de que determinado candidato seja eleito. A decisão do voto é tomada com base na própria moral, ética, crenças, preferências etc.
Mas por que o ato de votar é importante?
Primeiramente, devemos utilizar um método famoso, principalmente na área da História: estudar o passado para compreender e, de certa forma, prever o presente.
A evolução do voto eleitoral: um breve resumo
A história do voto no Brasil começou 32 anos após Cabral desembarcar em terras brasileiras. Os moradores da vila de São Vicente (São Paulo) foram convocados para votar na formação do Conselho Municipal. Na verdade, o povo escolheu seis representantes, que seriam responsáveis por eleger os oficiais do conselho, evidenciando o voto indireto. O voto foi se expandindo para cargos maiores, como as eleições para auxiliares da Corte portuguesa.
Vale ressaltar que apenas homens ricos podiam votar, o voto não era sigiloso e não havia partidos políticos. Após a Independência do país, foi instituído o voto censitário, ou seja, somente pessoas que possuíam determinada quantidade de bens ou renda podiam votar.
O período da República Velha é caracterizado por diversas fraudes eleitorais, decorrentes da desorganização e da corrupção dos envolvidos. Ao longo do tempo, ocorreram mudanças, mas não o suficiente para que o sistema funcionasse plenamente.
É evidente que, durante toda essa linha temporal, mulheres, analfabetos, pessoas de baixa renda, negros, indígenas e outras classes marginalizadas não tinham direito ao voto. A maioria daqueles que elegiam os futuros representantes políticos do país era composta por homens de poder — pessoas que, muitas vezes, não enfrentavam problemas como fome, falta de saneamento básico, desemprego ou discriminação, mas que priorizavam seus próprios interesses e desejos por poder e mais bens.
Após certo tempo, as lutas em favor do sufrágio brasileiro — principalmente a luta feminina — mudaram esse panorama.
O Brasil também sofreu retrocessos em determinados períodos, como durante o Estado Novo, quando o voto popular foi suspenso, e durante a Ditadura Militar.
Após a Ditadura, surgiram as Diretas Já, movimento que reivindicava eleições diretas para a Presidência da República, e o país começou a caminhar em direção à redemocratização.
Em suma, a história do voto foi marcada por intensa desigualdade social e diversas lutas pelo direito ao sufrágio.
Visão
Com isso, quero enfatizar que o direito ao voto direto e sigiloso foi conquistado por meio de uma longa série de acontecimentos e, em sua maioria, de lutas árduas.
O voto eleitoral tem extrema importância na sociedade. Votar é um ato de cidadania que reafirma a democracia de um país. Não se trata de uma simples eleição de representantes de turma, de decidir qual seria o dia ideal para um passeio entre seu grupo de amigos, muito menos de participar de uma enquete no Instagram.
Como mencionei anteriormente, o voto eleitoral representa sua vontade de que determinado candidato seja eleito. Provavelmente, essa escolha se dá pela combinação entre seus ideais e os do candidato. Todos temos a possibilidade de fazer a diferença de acordo com aquilo em que acreditamos veementemente.
Mas é importante recordar que o voto é individual, porém o resultado é coletivo.
O estudo
Diante disso, é necessário estudar os possíveis representantes políticos. São eles que irão representá-lo em reuniões do Congresso, decisões sobre emendas parlamentares, processos legislativos e outras atividades, tanto no Brasil quanto no exterior.
Então, sim, é muito importante estudar determinado plano de governo, o partido ao qual o candidato pertence (até porque, uma vez eleito, ele governa de acordo com seus próprios ideais e os de seu partido), além daquilo que apoia ou não.
Uma vez eleito, de certa forma, é você quem está tomando essas decisões, pois foi você quem o apoiou. É necessário haver confiança, e ela só pode ser construída por meio de fatos.
Não se atente somente à Presidência da República; atente-se aos três Poderes:
1. Executivo;
2. Legislativo;
3. Judiciário.
Como repertório filosófico, trago um pensamento do filósofo iluminista e contratualista Jean-Jacques Rousseau. Ele valorizava a cidadania e incentivava a participação política. Além disso, defendia que o poder emana do povo, relacionando a vontade geral à soberania popular. Penso que, nos dias atuais, ele seria contrário à limitação da participação política a um voto a cada quatro anos.
Agradeço por ter lido até aqui e sugiro que consulte as fontes. Construa sua própria visão!
Fontes bibliográficas



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