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Você realmente sabe estudar?

Foto do escritor: Lara Bione
Lara Bione
23 de set.
3 min de leitura

Descubra o que realmente importa para um bom desempenho, desvende mitos sobre os estudos e conheça estratégias para aprender melhor.


A maioria dos alunos já usou as horas de estudo como régua para avaliar seu

desempenho e até prever sua nota. Mas será que acumular horas é suficiente para aprender de verdade? Entre resumos, exercícios e revisões, o que realmente faz um conteúdo permanecer na memória?


O que significa estudar de verdade?

Aprender significa saber transformar o tempo que você passa coletando informações em práticas com o conteúdo. É essa mudança que ajuda a garantir que você esteja estudando de verdade e não seja pego de surpresa na hora da prova.


Estudo passivo ou ativo?

A verdade é que não é uma escolha, ambos se complementam. Assistir à aula, ler textos e grifar informações importantes podem ajudar na compreensão e no contato com o conteúdo. Mas, se você parar nessa etapa, pode ter dificuldade para aplicar aquilo que aprendeu em uma prova.

O estudo passivo é, principalmente, o consumo de informações. Já o estudo ativo consiste em colocar em prática o que foi aprendido. Depois de ler um livro ou texto, por exemplo, você pode tentar fazer um resumo de memória, resolver questões ou utilizar jogos e atividades para reforçar o conteúdo.


Alto rendimento é estudar 7 ou 12 horas por dia?

A gente sempre ouviu em casa ou na escola que “quem estuda mais é quem passa”. Mas, será que realmente é assim?

Qualidade também importa e muito. O aprendizado depende da atenção, da compreensão e da capacidade de aplicar as informações. Por isso, estudar durante muitas horas estando distraído ou muito cansado pode ser menos produtivo do que estudar por menos tempo com atenção e disposição.

Quem passa muitas horas estudando pode até ter contato com mais assuntos, mas isso não significa necessariamente que irá reter todo o conteúdo. O excesso de estudo seguido e sem pausa também pode aumentar o cansaço mental e prejudicar a concentração.


O que realmente ajuda na aprendizagem?

Depende de você! Fazer um resumo usando apenas a memória, resolver questões, utilizar a revisão espaçada ou explicar o conteúdo como se estivesse conversando com uma criança de 8 anos são algumas formas de estudar ativamente. O mais importante é descobrir quais estratégias funcionam melhor para você e para cada tipo de conteúdo.

Um dos métodos mais conhecidos é a Técnica de Feynman, associada ao físico Richard Feynman, vencedor do Prêmio Nobel de Física. A técnica consiste em estudar o assunto e, depois, tentar explicá-lo sem consultar nenhum material, como se estivesse ensinando para uma criança.

Você pode explicar para um boneco, para o espelho ou até mesmo falar em voz alta. A ideia é utilizar palavras simples, evitando apenas repetir frases decoradas.

Depois da explicação, procure identificar onde teve dificuldade, o que esqueceu ou quais partes não conseguiu explicar claramente. Volte ao material, revise essas lacunas e escreva as explicações com suas próprias palavras.

Em seguida, repita a explicação. Quando conseguir explicar o conteúdo de forma clara e perceber que não há mais lacunas importantes, passe para a prática: resolva questões e tente explicar o raciocínio por trás de cada resposta.


Celular no estudo: Autossabotagem ou apenas descanso?

O celular, na vida cotidiana dos alunos, pode ser uma ferramenta para aprimorar os estudos. Mas, será que ele também é uma boa opção para usar durante as pausas?

Quando a pausa é usada para assistir a vídeos curtos ou consumir conteúdos nas redes sociais, o cérebro continua recebendo novas informações e estímulos. Em vez de representar uma pausa completa das atividades, esse momento pode virar outra forma de consumo de conteúdo.

Além disso, as redes sociais são projetadas para manter a atenção do usuário. Seus algoritmos utilizam informações sobre o que você curtiu, compartilhou ou passou mais tempo visualizando para recomendar conteúdos semelhantes. Assim, aqueles cinco minutos de pausa podem facilmente transformar-se em 20 ou 30 minutos.

E existe outro problema depois de consumir vários conteúdos rapidamente: voltar imediatamente para uma atividade que exige concentração pode não ser tão fácil. Você precisa novamente direcionar sua atenção para o estudo, deixando para trás os estímulos que acabou de receber.

Por isso, uma pausa pode ser mais eficiente quando realmente representa uma mudança de ritmo, como levantar, beber água, alongar-se, conversar um pouco ou simplesmente descansar os olhos e a mente.


Conclusão

Para ter um bom desempenho, não basta passar horas diante dos livros. É preciso sair da posição de mero leitor ou ouvinte, testar diferentes estratégias, identificar o que funciona e o que precisa ser mudado e saber aproveitar as pausas entre um bloco de estudos e outro. No fim, estudar melhor não significa necessariamente estudar mais.

 
 
 

1 comentário


Pedro Cavalcanti França
Pedro Cavalcanti França
23 de set.

wow. vlw pelas dicas, lara!

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